CNN Brasil: Fabio Louzada fala como ficam os investimentos com Selic a 12,75%

*Por Artur Nicocelido, CNN Brasil Business.

Com o movimento mais agressivo dos bancos centrais tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil para tentar controlar a inflação em ambos os países, as ações listadas em bolsa estão perdendo força frente a outros investimentos atrelados à taxa básica de juros ou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), por exemplo.

Um levantamento realizado pelo buscador de investimentos Yubb apontou que o rendimento bruto (descontada a inflação da conta) mais atrativo para o atual contexto é a debênture incentivada, que rende 14,42%. Logo abaixo está o LCA, cujo retorno é de 12,40%.

A debênture incentivada é um título de renda fixa emitido por empresas de capital privado para captar recursos. O montante levantado é destinado obrigatoriamente às obras de infraestrutura.

Já o LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras públicas ou privadas em que o montante captado é destinado principalmente para produtores rurais.

Priscila Yasbek, analista da CNN, diz que a debênture rende mais porque é o investimentos mais arriscado se comparado com outras opções.

O risco é que esse modelo de investimento não possui FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Assim, se a empresa que emitiu os títulos entrar em falência, corre o risco do investidor ficar sem dinheiro.

O que não acontece com o LCA e o CDB (Certificado de depósito bancário). Ou seja, nessas opções, cada investidor pode recuperar via fundo R$ 250 mil por instituição, com o limite de R$ 1 milhão, a cada quatro anos, se a companhia que emitiu os títulos falir.

Outro risco relacionado às debêntures, aponta a Toro Investimentos, é que há chances de a empresa não possuir um fluxo de caixa positivo ou o suficiente para arcar com o pagamento dos juros. E, com isso, o investidor pode não conseguir receber todo o dinheiro acordado.

Dessa forma, Priscila aponta que o Tesouro Selic pode ser um investimento interessante para quem quiser aproveitar os juros maiores e não sabe quando pretende resgatar o montante.

Dentre os modelos de investimentos apontados pela Yubb, a poupança é a única que, se considerada a inflação na conta, tem um rendimento negativo de 1,59%.

Carlos Macedo, especialista em alocação de investimentos da Warren, afirma ainda que com os conflitos geopolíticos, como a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, além da política de zero-Covid da China – que continua afetando a cadeia produtiva global – a alta inflacionária tende a continuar, colocando os títulos indexados ao IPCA como a melhor classe em termo de performance.

Pré-fixados

Os especialistas entrevistados pelo CNN Brasil Business destacaram ainda que títulos pré-fixados valem a pena para períodos até o fim deste ano.

“Períodos mais longos são arriscados nesse cenário, considerando que provavelmente teremos novos aumentos na taxa de juros”, diz Fabio Louzada, economista, fundador e CEO da escola Eu me banco.

De acordo com o Boletim Focus do Banco Central divulgado na segunda-feira (2), a projeção do mercado financeiro para a inflação em 2022 avançou de 7,65% para 7,89%. Essa é a 16ª alta semanal consecutiva na mediana das previsões para o IPCA.

O boletim também apontou que os analistas também elevaram as previsões para a taxa básica de juros, a Selic, em 2023, de 9% ao ano para 9,25% a.a.. Neste ano, é esperado que a taxa alcance os 13,25% ao ano.

Assim, diante deste cenário, Louzada também realizou para o CNN Brasil Business uma lista em ordem de preferência para se investir no atual contexto geopolítico e econômico:

  1. Pós-fixado;
  2. Atrelado ao IPCA, se o montante não for retirado no meio do caminho;
  3. Prefixado curto, até 2024.

 

Para ler a matéria completa, clique aqui e acesse o site da CNN Brasil.

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*Crédito imagem: Freepik.

 

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